quinta-feira, 7 de março de 2013

O PÃO DO CAFÉ DA MANHÃ E O SENHOR JESUS?

UM ANO COM O NOVO TESTAMENTO E COM OS SALMOS

1 ¶ Tendo Jesus acabado todos estes ensinamentos, disse a seus discípulos:
2  Sabeis que, daqui a dois dias, celebrar-se-á a Páscoa; e o Filho do Homem será entregue para ser crucificado.
3  Então, os principais sacerdotes e os anciãos do povo se reuniram no palácio do sumo sacerdote, chamado Caifás;
4  e deliberaram prender Jesus, à traição, e matá-lo.
5  Mas diziam: Não durante a festa, para que não haja tumulto entre o povo.
6 ¶ Ora, estando Jesus em Betânia, em casa de Simão, o leproso,
7  aproximou-se dele uma mulher, trazendo um vaso de alabastro cheio de precioso bálsamo, que lhe derramou sobre a cabeça, estando ele à mesa.
8  Vendo isto, indignaram-se os discípulos e disseram: Para que este desperdício?
9  Pois este perfume podia ser vendido por muito dinheiro e dar-se aos pobres.
10  Mas Jesus, sabendo disto, disse-lhes: Por que molestais esta mulher? Ela praticou boa ação para comigo.
11  Porque os pobres, sempre os tendes convosco, mas a mim nem sempre me tendes;
12  pois, derramando este perfume sobre o meu corpo, ela o fez para o meu sepultamento.
13  Em verdade vos digo: Onde for pregado em todo o mundo este evangelho, será também contado o que ela fez, para memória sua.
14 ¶ Então, um dos doze, chamado Judas Iscariotes, indo ter com os principais sacerdotes, propôs:
15  Que me quereis dar, e eu vo-lo entregarei? E pagaram-lhe trinta moedas de prata.
16  E, desse momento em diante, buscava ele uma boa ocasião para o entregar.
17 ¶ No primeiro dia da Festa dos Pães Asmos, vieram os discípulos a Jesus e lhe perguntaram: Onde queres que te façamos os preparativos para comeres a Páscoa?
18  E ele lhes respondeu: Ide à cidade ter com certo homem e dizei-lhe: O Mestre manda dizer: O meu tempo está próximo; em tua casa celebrarei a Páscoa com os meus discípulos.
19  E eles fizeram como Jesus lhes ordenara e prepararam a Páscoa.
20  Chegada a tarde, pôs-se ele à mesa com os doze discípulos.
21  E, enquanto comiam, declarou Jesus: Em verdade vos digo que um dentre vós me trairá.
22  E eles, muitíssimo contristados, começaram um por um a perguntar-lhe: Porventura, sou eu, Senhor?
23  E ele respondeu: O que mete comigo a mão no prato, esse me trairá.
24  O Filho do Homem vai, como está escrito a seu respeito, mas ai daquele por intermédio de quem o Filho do Homem está sendo traído! Melhor lhe fora não haver nascido!
25  Então, Judas, que o traía, perguntou: Acaso, sou eu, Mestre? Respondeu-lhe Jesus: Tu o disseste.
26 ¶ Enquanto comiam, tomou Jesus um pão, e, abençoando-o, o partiu, e o deu aos discípulos, dizendo: Tomai, comei; isto é o meu corpo.
27  A seguir, tomou um cálice e, tendo dado graças, o deu aos discípulos, dizendo: Bebei dele todos;
28  porque isto é o meu sangue, o sangue da nova aliança, derramado em favor de muitos, para remissão de pecados.
29  E digo-vos que, desta hora em diante, não beberei deste fruto da videira, até aquele dia em que o hei de beber, novo, convosco no reino de meu Pai.
30  E, tendo cantado um hino, saíram para o monte das Oliveiras.
31 ¶ Então, Jesus lhes disse: Esta noite, todos vós vos escandalizareis comigo; porque está escrito: Ferirei o pastor, e as ovelhas do rebanho ficarão dispersas.
32  Mas, depois da minha ressurreição, irei adiante de vós para a Galiléia.
33  Disse-lhe Pedro: Ainda que venhas a ser um tropeço para todos, nunca o serás para mim.
34  Replicou-lhe Jesus: Em verdade te digo que, nesta mesma noite, antes que o galo cante, tu me negarás três vezes.
35  Disse-lhe Pedro: Ainda que me seja necessário morrer contigo, de nenhum modo te negarei. E todos os discípulos disseram o mesmo.
36 ¶ Em seguida, foi Jesus com eles a um lugar chamado Getsêmani e disse a seus discípulos: Assentai-vos aqui, enquanto eu vou ali orar;
37  e, levando consigo a Pedro e aos dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a angustiar-se.
38  Então, lhes disse: A minha alma está profundamente triste até à morte; ficai aqui e vigiai comigo.
39  Adiantando-se um pouco, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo: Meu Pai, se possível, passe de mim este cálice! Todavia, não seja como eu quero, e sim como tu queres.
40  E, voltando para os discípulos, achou-os dormindo; e disse a Pedro: Então, nem uma hora pudestes vós vigiar comigo?
Sábado, 7 de março de 2013
 DESTAQUE:
Enquanto comiam, tomou Jesus um pão, e, abençoando-o, o partiu, e o deu aos discípulos, dizendo: Tomai, comei; isto é o meu corpo. (Mt 26:26)

O QUE O PÃO DO CAFÉ DA MANHÃ TEM A VER COM A CRUZ?

Temos um hábito matutino que bem poderia ser um atalho para nossa memória para relembrar o sacrifício de Jesus – nosso café da manhã.
Ritualmente compramos o pão na padaria, agradecemos(nem todos fazem isto), o partimos e comemos com a família.
Na páscoa, Jesus tomou o pão, deu graças, repartiu o entre os discípulos e disse: isto é o meu corpo que é dado por vós.
Jesus veio ao mundo com o firme propósito de ser o sacrifício de Deus por nós. Para que nós, crendo nEle, somente pela fé e somente nEle, fôssemos livres do pecado!
Pense nisto!

Tenha um bom dia em nome de Jesus!
M. Ilton


sábado, 2 de março de 2013

A Balança do fim dos tempos

 UM ANO COM O NOVO TESTAMENTO E COM OS SALMOS

1 E, quando Jesus ia saindo do templo, aproximaram-se dele os seus discípulos para lhe mostrarem a estrutura do templo.
2 Jesus, porém, lhes disse: Não vedes tudo isto? Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derrubada.
3 E, estando assentado no Monte das Oliveiras, chegaram-se a ele os seus discípulos em particular, dizendo: Dize-nos, quando serão essas coisas, e que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo?
4 E Jesus, respondendo, disse-lhes: Acautelai-vos, que ninguém vos engane;
5 Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos.
6 E ouvireis de guerras e de rumores de guerras; olhai, não vos assusteis, porque é mister que isso tudo aconteça, mas ainda não é o fim.
7 Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares.
8 Mas todas estas coisas são o princípio de dores.
9 Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.
10 Nesse tempo muitos serão escandalizados, e trair-se-ão uns aos outros, e uns aos outros se odiarão.
11 E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos.
12 E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará.
13 Mas aquele que perseverar até ao fim será salvo.
14 E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim.
15 Quando, pois, virdes que a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel, está no lugar santo; quem lê, atenda;
16 Então, os que estiverem na Judéia, fujam para os montes;
17 E quem estiver sobre o telhado não desça a tirar alguma coisa de sua casa;
18 E quem estiver no campo não volte atrás a buscar as suas vestes.
19 Mas ai das grávidas e das que amamentarem naqueles dias!
20 E orai para que a vossa fuga não aconteça no inverno nem no sábado;
21 Porque haverá então grande aflição, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem tampouco há de haver.
22 E, se aqueles dias não fossem abreviados, nenhuma carne se salvaria; mas por causa dos escolhidos serão abreviados aqueles dias.
23 Então, se alguém vos disser: Eis que o Cristo está aqui, ou ali, não lhe deis crédito;
24 Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos.
25 Eis que eu vo-lo tenho predito.
26 Portanto, se vos disserem: Eis que ele está no deserto, não saiais. Eis que ele está no interior da casa; não acrediteis.
27 Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até ao ocidente, assim será também a vinda do Filho do homem.
28 Pois onde estiver o cadáver, aí se ajuntarão as águias.
29 E, logo depois da aflição daqueles dias, o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potências dos céus serão abaladas.
30 Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória.
31 E ele enviará os seus anjos com rijo clamor de trombeta, os quais ajuntarão os seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus.
32 Aprendei, pois, esta parábola da figueira: Quando já os seus ramos se tornam tenros e brotam folhas, sabeis que está próximo o verão.
33 Igualmente, quando virdes todas estas coisas, sabei que ele está próximo, às portas.
34 Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas estas coisas aconteçam.
35 O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar.
36 Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos do céu, mas unicamente meu Pai.
37 E, como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem.
38 Porquanto, assim como, nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca,
39 E não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do homem.
40 Então, estando dois no campo, será levado um, e deixado o outro;
41 Estando duas moendo no moinho, será levada uma, e deixada outra.
42 Vigiai, pois, porque não sabeis a que hora há de vir o vosso Senhor.
43 Mas considerai isto: se o pai de família soubesse a que vigília da noite havia de vir o ladrão, vigiaria e não deixaria minar a sua casa.
44 Por isso, estai vós apercebidos também; porque o Filho do homem há de vir à hora em que não penseis.
45 Quem é, pois, o servo fiel e prudente, que o seu senhor constituiu sobre a sua casa, para dar o sustento a seu tempo?
46 Bem-aventurado aquele servo que o seu senhor, quando vier, achar servindo assim.
47 Em verdade vos digo que o porá sobre todos os seus bens.
48 Mas se aquele mau servo disser no seu coração: O meu senhor tarde virá;
49 E começar a espancar os seus conservos, e a comer e a beber com os ébrios,
50 Virá o senhor daquele servo num dia em que o não espera, e à hora em que ele não sabe,
51 E separá-lo-á, e destinará a sua parte com os hipócritas; ali haverá pranto e ranger de dentes.
Domingo, 3 de março de 2013
 DESTAQUE:
E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará”. (Mt 24:12)

Pense numa balança de justiça para todos os tempos, que tem como peso de um lado o Amor e do outro a Iniquidade(injustiça, maldade).
Jesus disse que nos últimos dias esta balança vai pesar mais do lado Iniquidade, porque esta está se multiplicando.
No seu coração o pêndulo desta balança pende mais pra que lado?

Pense nisto!
Tenha um bom dia em nome de Jesus!
M. Ilton


sábado, 8 de dezembro de 2012

O ALVO FINAL DAS NOSSAS ORAÇÕES


Em toda a história depois da queda o ser humano viu na na oração um mecanismo de obtenção dos favores divinos.
É bem verdade que são inumeros os textos na Bíblia que mostram exemplos de oração em que nelas só se vê pedidos  a Deus. Mas não é esta maior incidência de textos bíblicos que deve nos orientar e sim o escopo geral de toda a Bíblia. Nem pelo fato de a oração modelo(Oração do Pai Nosso) conter tantos pedidos, inclusive pelas circunstancialidades da vida, que deveríamos ceder-nos a compreensão de que a oração é tal mecanismo de petições.

O propósito geral da Bíblia é levar-nos ao conhecimento de Deus. Da mesma forma, até na oração modelo com suas petições, o objetivo é que conheçamos o Caráter de Deus.

Orar é conhecer e desvendar as profundezas do relacionamento com Deus. Orar é falar com alguém a quem "conhecemos e prosseguimos em conhecer".

Jesus disse: "Pai nosso que estás nos céus". Somos como um filho que já conhece o pai e ainda está no exercício deste conhecimento.
Orar é descobrir mais e profundamente que Deus é nosso Pai, mas não como um pai pecador como eu sou, e sim, como só Ele É.

Orar é descobrir que Ele "está nos céus". Entendo que a melhor imagem paralela ao que Jesus está nos ensinando com isso esteja no Salmo 46.10a: "Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus; sou exaltado entre as nações, sou exaltado na terra".

Algumas afirmações breves sobre este verso:

1. Deus não apenas foi ou será exaltado, Ele é exaltado. Mesmo que as circunstâncias na nossa vida no presente deixem uma interrogação(v.1), Deus é exaltado.
 
2. Deus é Soberano entre as nações e na terra. Por mais que nosso planeta pareça muitas vezes um caos total(v.2, 3,6, 8 e 9).

3. Este Deus é um Pai para nós e "assim como uma criança se aquieta" no colo do pai quando quando se sente ameaçada, sabendo que o pai irá lhe proteger, assim todos nós deveríamos "nos achegar confiantemente diante do trono da Graça" sabendo que o Rei é nosso Pai Soberano, mas também Amoroso.

O ideal de toda oração nossa deveria ser chegar a este ponto: "Pai nosso que estás nos céus" ou "Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus".
Oremos amados, até ao ponto em que nossa alma se veja no colo do Pai Eterno.

sábado, 26 de maio de 2012

Livros do Rev. Luiz Martins Cardoso

NOVAS PUBLICAÇÕES

A Editora Visão Ministerial, tem a honra de levar até você duas novas publicações:

"PAIRANDO ALÉM DAS LETRAS" Autor: Luiz Martins Cardoso
A obra de Luiz Martins Cardoso trabalha princípios relevantes para os dias atuais tomando a Palavra de Deus como baliza e aplicando-a ao contexto desfragmentado de uma sociedade pós-moderna. Este livro pode ser encontrado na versão eletrônica ou impressa através do site www.visaoministerial.com.
 

"O DEUS QUE HABITA EM NÓS" Autor: Luiz Martins Cardoso
Essa obra trabalha a questão da habitação do Espírito Santo na vida da pessoa regenerada, destacando as suas graças operadas no desenvolvimento da salvação. É maravilhoso e confortante conhecer essas graças e saber que temos o melhor amigo morando conosco. Com dimensões de 14 x 21cm e 96 páginas. Este livro pode ser encontrado na versão eletrônica ou impressa através do site www.visaoministerial.com.



segunda-feira, 14 de maio de 2012

ENCANTAMENTO

Vi um anúncio aqui em minha cidade em que em certa parte se lê assim:
"Unir ou Afastar Pessoas, Fazer voltar alguém a sua companhia...". E ainda: "Amarração e simpatia para o amor e negócios..."

Já pensou que desgraça isso faz nas relações familiares?
Pense num casal unidos não pelo amor consciente, mas por uma espécie de "encantamento" espiritualista; e não se iluda, isto acontece mesmo(em Dt 18.10-13 Deus rejeita os encantadores que na língua original significa: o que faz um nó para prender pessoas).
Já imaginou ter uma pessoa na sua companhia que não te ama, mas se sente na obrigatoriedade espiritual de andar com você? Você gera filhos com essa pessoa e sabe que ela não te ama, ela está com você porque tem um nó espiritual. Mas o mal não para aí, ele tem seus desdobramentos, suas inúmeras formas de procriação:

1. O indivíduo pode ficar o resto da vida com você, mas seu relacionamento será um inferno porque não há amor consciente e verdadeiro.
a) Um lar infernal gera filhos e pais com alma enferma.
b) Você que pagou caro para fazer o "trabalho" agora sente a necessidade de recorrer a outros "trabalhos" para apaziguar seu relacionamento.

2. O indivíduo encantado pode te largar no meio do relacionamento deixando você solitário(a). Isto gera:
a) vazio,
b) ciúmes e inveja,
c) revolta,
d) dependencia,
e) baixo autoestima,
f) uma série de outra mazelas que não dá pra relatar aqui.

3. O indivíduo encantado geralmente entra numa paranóia descontrolada.
Conheci um casal vindo da Bahia para cidade de Pai Pedro que estava debaixo de uma relação dessas. Um dia andando pela rua o homem(que vivia entre o encanto e o ódio) entrou numa casa, roubou uma faca e esfaqueou sua namorada. Foi um dos dias mais tristes da minha vida, quando deparamos com o corpo daquela jovem todo perfurado.

Há muitos outros desdobramentos do mal que não dá pra relatar aqui.

Ah como gostaria que meus queridos moradenses abrissem os olhos!

quarta-feira, 18 de abril de 2012

SIGA A LUZ


Após cerca de 200 anos depois de Isaac Newton todos pensavam que a velocidade dependia exclusivamente do tempo e do espaço a ser percorrido, até que apareceu um jovem chamado Albert Einstein que veio a descobrir que até o tempo e o espaço estão relativos à velocidade da luz(1.079.252.850 km/h), isto é, se adaptam para que a velocidade da luz seja a mesma em todo o universo. Portanto, a velocidade da luz é a constante e tudo deve submeter-se a ela.

Certa vez Jesus disse: “Eu sou a Luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas”(Jo. 8.12). Ele reivindicara com esta afirmação que Ele é o próprio Deus, já que Ele guiara o povo de Israel pelo deserto quando os livrou de Faraó(Êx. 13.21-22); já que Ele criou o próprio universo fazendo existir primeiro a luz(Gn. 1.3).

Mas o que isto tem a ver conosco? Algo revolucionário, e pode ser resumido assim: não somos chamados a ver o Evangelho(Luz) segundo alguma coisa, mas ver todas as coisas segundo o Evangelho. Quando dizemos: Estou aprendendo o Evangelho segundo isto ou aquilo, estamos tomando o caminho contrário ao chamado de Jesus. Ele é a luz e todas as coisas devem estar relativas a Ele. É assim que deixamos as trevas e andamos na Luz da Vida(Jo.8.12).

Que o Senhor Jesus abra seus olhos!


Ilton

Igreja Presbiteriana Moradas de Paz.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

O OUTRO PREÇO DO CARNAVAL


Não tenho objetivo de protestar contra o Carnaval. Não. O propósito deste texto é destruir esse espírito de ALIENAÇÃO que usa da ocasião de uma festa ALIENÍGENA para aniquilar da comunidade como um todo, a capacidade de refletir acerca de IMPLICAÇÕES que vão além do PRAZER – que dizem respeito à VIDA.

O brasileiro é conhecido como alguém festivo, alegre e bem-humorado e esse é um patrimônio do qual jamais devemos abrir mão. O Brasil é também o lugar que abriga todas as crenças e crédulos, que recebe com facilidade qualquer importação e tem a capacidade de transformá-la em “samba” nacional. O carnaval é uma destas importações.

O carnaval nasce na Grécia, se dissemina por meio da França, mas a melhor caricatura que possui é a versão da antiga Roma onde tudo era “liberado”, como bem descreve a Wikipédia:

“O carnaval da Antiguidade era marcado por grandes festas, onde se comia, bebia e participava de alegres celebrações e busca incessante dos prazeres. O Carnaval prolongava-se por sete dias na ruas, praças e casas da Antiga Roma, de 17 a 23 de dezembro. Todas as actividades e negócios eram suspensos neste período, os escravos ganhavam liberdade temporária para fazer o que em quisessem e as restrições morais eram relaxadas. As pessoas trocavam presentes, um rei era eleito por brincadeira e comandava o cortejo pelas ruas (Saturnalicius princeps) e as tradicionais fitas de lã que amarravam aos pés da estátua do deus Saturno eram retiradas, como se a cidade o convidasse para participar da folia”(fonte: Wikipédia).

Após o carnaval o “céu” da carne acaba: tudo o que se comeu transforma em dívidas monstruosas, as alegres celebrações tornam-se ansiedade e depressão, o prazer em desgosto, o feriado em trabalho dobrado, os escravos continuam sendo escravos, as orgias em trocas relacionais venenosas, os presentes se tornam negócios caros, o rei da alegria era só de mentirinha e agora é o carrasco da frustração, os cativos da religião que soltaram os pés dos ídolos agora têm que criar novos ídolos para sobreviver ao caos. Tudo o que acabei de dizer ainda impera nos dias de hoje, inclusive o fato dos escravos continuarem escravos, mas cabe a cada leitor fazer essa transposição histórica.

Olhando para os dias atuais, o custo vai além do que se tinha na antiguidade. O número de soropositivos aumenta exponencialmente, nove meses depois muitas crianças nascem órfãs de paternidade(e muitas vezes de maternidade por garotinhas que não têm capacidade de saber o que é ser mãe), uns poucos(bem poucos) ganharam algum dinheiro enquanto a maioria se martiriza nas incontáveis contas à pagar, inúmeras famílias sofrem o impacto de mudanças internas, bruscas e profundas, o meio ambiente geme com desmedida inconsequência dos foliões à beiro d’agua, o uso de drogas(que diga-se de passagem, já é um mal incontrolável) ganha expressivos espaços e adeptos que jamais foram conquistados e, por fim, há uma tremenda alienação política, social e espiritual.

Mas enquanto houver cegueira espiritual, haverá quem defenda que, pelo prazer, devemos sacrificar a vida. E não apenas isto, mas advogará ainda que, já que o "eu e meus amigos" não está na lista dos que festejam e destroem a vida, então culpados são os demais. Tais "advogados" negligenciam princípios importantíssimos:

1. Ver o outro perecendo enquanto você não é atingido pela calamidade do mal e não se indignar contra a maldade é egoísmo. Uma caricatura disso é o dono de boteco que vê o alcoólatra se revolver no bueiro enquanto ele ganha dinheiro vendendo o veneno para o suicída.

2. A sociedade é como um organismo. Se um é ferido todos sofrem. Ignorância é pensar que se a família de beltrano está sofrendo a minha não será atingida.

3. A negligência frente ao mal que consome a sociedade é a degradação espiritual de sua própria alma.

Agora avalie o "custo-benefício" do carnaval.


Paz a todos,

Ilton.

Morada Nova de Minas

sábado, 28 de janeiro de 2012

VOCÊ TEM UMA FÉ EGOÍSTA OU COMUNITÁRIA?



“Eu não preciso fazer parte de uma igreja local, posso servir a Deus sozinho em casa”.

Provavelmente você já ouviu esta afirmação ou algo parecido. O mais interessante é que isso é visto como algo novo, do nosso tempo, mas é tão velho quanto o próprio pecado. Quando Eva aproximou-se da “árvore do conhecimento do bem e do mal” e foi seduzida pelo diabo ela estava sozinha(Gn. 2.17; 3.1-5).

É trágico ver as distorções que se faz a algo tão simples de compreender e tão vital à fé cristã.

Outra distorção comum é a prática de reunir-se pela mera conveniência ou pela simples adulação que os outros podem nos dá por sermos frequentes nas reuniões, ou para tentar “fazer média com Deus” – como por exemplo, Isaías 1:10-20, como diz o verso 12: “Quando vindes para comparecer perante mim, quem vos requereu o só pisardes os meus átrios?”(grifos meus).

Devo apresentar algumas razões que me vem à mente agora para a boa prática de se congregar numa igreja local:

1.       Congrego porque Deus é amor e, portanto não é egoísta – logo a expressão da minha fé deve ser comunitária, pois se não posso amar a quem eu posso ver, como amarei a quem não o vejo?  1.Jo. 4.20.

2.       Congrego porque é impossível amar sem relacionar – se amo a Deus, devo amar o próximo e jamais o farei se não relacionar. 1.Jo. 4.21; 1Co.13.

3.       Congrego porque o culto congregacional é a uma expressão em miniatura da Igreja que é o Corpo de Cristo dando louvor a Deus – no céu não há crentes ilhados e a comunidade redimida será plena de adoração em volta do Cordeiro de Deus. Ap. 4.

4.       Congrego porque o culto congregacional é uma expressão, mesmo que pálida, da comunhão que há entre o Pai, Filho e Espírito Santo – não há algo tão lindo de se ver nesta terra quanto a reunião de pessoas com costumes diferentes, habilidades diversas, histórias das mais variadas se reunirem num só pensamento, sentimento e coração, isto é, para adorar a Deus, glorifica-lo e servir o próximo, isto é estar em Cristo como um “novo homem”. Cl. 3.10-11.

5.       Congrego porque o crescimento espiritual de cada membro é potencializado pela ministração dos demais membros – em outras palavras, quando um crente deixa de participar efetivamente ele está contribuindo para o enfraquecimento espiritual dos demais. Inclusive, eu mesmo, pela efetiva ação do Espírito Santo, posso(e devo) contribuir para o crescimento dos demais irmãos na fé. 1Co. 12.12-31 e Ef. 4.11-16.

6.       Congrego porque meus pecados e minhas contradições jamais se manifestarão diante de um espelho – você pode ficar horas a fio olhando a si mesmo no espelho, mas só conhecerá a si mesmo quando tiver que jantar, trabalhar, jogar futebol, realizar uma tarefa em grupo, estudar a bíblia e sobretudo, conviver com um grupo de pessoas bem distintas – Pv. 27.17.

7.       Congrego porque não quero ter costume do isolamento autossuficiente – o autor de Hebreus identificou um grupo de irmãos que “se achavam”, achando que, não precisavam de “admoestações”(conselhos) nem de admoestar outros(Hb. 10.25).

Se você esperava argumentos como: “Congrego porque é na igreja(leia-se templo) que eu vou receber aquela bênção!”, “Congrego porque é na igreja(leia-se templo) que o poder de Deus vai se manifestar!” etc., lamento te desapontar, mas você está muito enganado! Esse tipo de declaração é anti-bíblica e absurda. E se as razões que apresentei não lhe motivam a congregar, sugiro que você reveja se está ou não na fé. “Examinai-vos a vós mesmos se realmente estais na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não reconheceis que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais reprovados”. (2 Co.13.5).

Por isso queridos(as), não há melhor conselho sobre o assunto como já fora dado em Hb.10.24-25:
Consideremo-nos também uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras. Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima”.


Paz e vida em Cristo,




M. Ilton Marcos Soares Freitas
Igreja Presbiteriana Moradas de Paz

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

UM PRIVILÉGIO QUE POUCOS PROCURAM



Todos procuram privilégios. Privilégios são direitos, vantagens que nos proporcionam certas regalias e benefícios especiais.

Todos procuram privilégios, inclusive os privilégios de Deus. Há, todavia, no Ranking de privilégios alguns que os homens na sua maioria esmagadora desprezam. Dentre os mais rejeitados, destaco em especial um que é dado pelo Espírito Santo, pois é ofício dEle, isto é, Só o Espírito Santo pode realizar tal benefício em nosso coração.

No Evangelho de João 16, nos versos 8 e 9, Jesus disse:

Quando ele[O Espírito Santo] vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo:  do pecado, porque não crêem em mim.

A primeira obra de salvação do Espírito Santo no coração humano é convencer do pecado.

É dar uma profunda consciência ao pecador de que o seu coração é desesperadamente contrário à vontade de Deus(e todo mundo tem um coração assim).

É destronar todo espírito de religiosidade que conduz cada indivíduo à autojustificação(a religiosidade procura levar da autojustificação ao cinismo espiritual).

É implodir toda autoconfiança espiritual, toda autoafirmação do ego, toda negação de dependência absoluta da Graça que está somente em Cristo.

Em outras palavras, a primeira obra do Espírito Santo é nos jogar no chão. Como Saulo, que para ser levantado como Paulo, o grande mensageiro do Evangelho para os gentios, teve de antes, cair(literalmente) do cavalo.

Isto é um enorme privilégio!

Pois o Espírito Santo atua como um médico quando diagnostica uma grave enfermidade antes de trata-la.

Porém, os que andam a caça de autoajuda, que amam o massagear do seu ego; que não se rendem ao quebrantamento do Espírito Santo jamais serão curados.

Porque assim diz o Alto, o Sublime, que habita a eternidade, o qual tem o nome de Santo: Habito no alto e santo lugar, mas habito também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos e vivificar o coração dos contritos”(Isaías 57:15).

Este é um privilégio sem par – ser tratado pelo Espírito Santo!

Nunca houve e jamais haverá tamanho privilégio!

Hoje, se você leu estas palavras, entre no seu quarto e faça um pedido ao Espírito Santo: “Espírito Santo, eu reconheço que o meu pecado tem me enganado até do fato de eu saber o quanto sou pecador, mas agora, humildemente venho entregar meu coração ao teu dispor. Faça o que Tu queres em mim. Mostra-me quem eu sou e o quanto eu preciso de Jesus. Obrigado!”.

Há ainda outras realizações do Espírito Santo que decorrem desta, mas sobre elas trataremos noutra ocasião.

Paz,

M. Ilton
Morada Nova de Minas.